PROJETO
Objetivo:
Capacitar jovens carentes para o primeiro emprego em atividades de paisagismo,
jardinagem e horticultura.
Fundamentação:
Trecho de artigo de Celso Bergamasco, adaptado por Gil Portugal.
UMA VISÃO DO
MERCADO DE PAISAGISMO
por
Celso Bergamasco
Uma
análise de nosso mercado nos mostra que, dentro de um cenário histórico dos
últimos 10 anos, inserido em uma sociedade civil em processo de organização,
o setor de paisagismo no Brasil vem progredindo rapidamente em sua formação e
na conquista de seu espaço. Como parte de uma cadeia produtiva, o paisagismo se
impõe tanto na construção civil, onde hoje faz parte do marketing de vendas
dos empreendimentos imobiliários, como atua na melhoria da qualidade de vida
das pessoas, desde o micro se pensarmos no quintal ou na varanda do apartamento,
até o macro enquanto parte da região em que está inserido. Observamos a tendência
do ser humano de retorno à natureza e da preservação do meio ambiente, ao
mesmo tempo em que, pelo menos nas grandes cidades, cada vez mais nos fechamos a
procura de proteção contra a violência urbana, quer em nossas casas, nos
condomínios verticais ou horizontais, ou nos condomínios fechados de campo ou
praia. Nesse contexto cresce o mercado de paisagismo. Como prova disto vê-se
despertado o interesse de vários segmentos da sociedade, vide o crescente número
de matérias jornalísticas enfocando o setor, seja na televisão, rádio,
jornais, como as revistas de decoração que dedicam a cada edição um número
maior de páginas para a área externa e o surgimento de várias novas revistas
especializadas. Como conseqüência do crescimento do mercado, constata-se a
demanda pela profissionalização do setor e a natural procura por melhor
qualidade, onde se explica o sucesso de congressos, feiras específicas como a
Fiaflora, e o crescimento das associações de classe como a ANP (Associação
Brasileira de Paisagismo). Fornecedores têm se preocupado em diversificar e
melhorar a qualidade de seus produtos, desde o fabricante de pisos cerâmicos,
bancos para jardim, vasos especiais, até os produtores de plantas ornamentais
onde ações nesse sentido já vem sendo tomadas, como por exemplo o recém
elaborado Padrão IBRAFLOR de Qualidade, programa do Instituto Brasileiro de
Floricultura que define normas e padrões de classificação de 21 espécies de
flores e plantas ornamentais, programa este que terá sucesso a medida que
compradores passarem a exigir de fornecedores os produtos melhor classificados.
No caso da vegetação muito há para se fazer no entanto,
pois hoje encontramos a venda nos mercados plantas doentes e com torrões mal
tirados ao lado de plantas envasadas e em perfeito estado fito-sanitário , o
que demonstra os diferentes estados de profissionalização dos produtores. Por
outro lado, observa-se um movimento de alguns produtores e mesmo de suas associações
regionais no sentido de melhoria da qualidade de seus produtos. Novos empresários
estão iniciando-se na produção de ornamentais e também novos pólos de produção
têm surgido nos últimos anos, o que permite enxergar uma melhor oferta no
futuro próximo. Verifica-se a tendência de clientes pedirem um “jardim
pronto”, ou seja, investem no paisagismo de sua propriedade para usufruto
imediato, sem tempo para esperar que a vegetação cresça. Quanto a qualidade,
a satisfação do cliente com suas plantas fará com que seus amigos o invejem e
procurem eles próprios implantar o seu jardim. É neste contexto que vemos um
mercado promissor, que acompanhando a tendência da economia brasileira, deverá
crescer nos próximos anos, cabendo àqueles que se dedicam ao paisagismo, como
principais agentes do processo, trabalharem para que não haja desvios e o
paisagismo seja reconhecido como um setor de qualidade.